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Pinho ou cedro?
a do abeto alemão, porém é um pouco mais
branca, leve, macia e com os anéis de cresci-
FICHA TÉCNICA - TAMPOS
mento mais simétricos. O engelmann pare-
ce ‘abrir o som’ mais rapidamente do que o
PINHO
abeto alemão, justamente por ser mais ma-
Abeto alemão
cio, além de ter um som mais redondo. Ele
Dúvida cruel!
Prós: Timbre claro, doce e envolvente; por ser
fi cou muito popular por ter as boas caracte- mais duro, proporciona tampo mais leve.
rísticas do abeto alemão e ser mais barato e Contra: Demora alguns anos para ʻabrirʼ o som.
acessível. Tem um brilho bonito e, às vezes, Indicado: Violonistas clássicos.
algumas listras mais avermelhadas.
Abeto engelmann
TAMPO EM CEDRO
Prós:
Tampos em cedro e pinho, respectivamente
Timbre claro e redondo; som abre mais
Cedro canadense
rápido que o abeto alemão.
O cedro é conhecido como western
Contra: Nenhum.
redcedar (cedro do Ocidente) e ainda como
Indicado: Violonistas clássicos e populares.
cedro cana dense. Também é uma conífera
que está sempre verde, mesmo no inverno,
CEDRO
nativa do norte dos Estados Unidos e do
Cedro canadense
sul do Canadá, no lado ocidental. Tem de
Prós: Timbre mais anasalado e que valoriza os graves; resposta sonora
desde os primeiros dias; responde bem a variações climáticas.
50 a 60 metros de altura e 3 metros ou mais
de diâmetro, ou seja, possui dimensões bem
Contra: Sensível a batidas e arranhões.
maiores que a do abeto. O cedro canadense
Indicado: Violonistas que viajam bastante; violonistas que valorizam sons
graves, por exemplo, os que tocam o sete-cordas.
nasce próximo à água dos rios e tem cresci-
mento constante, mesmo na sombra. Ele é
muito resistente à ação do tempo e por isso Por ser leve e mole, tem grande respos- se destacam fortes graves. Por ter menor re-
é usado na construção de casas e suportes ta sonora desde os primeiros dias. Seu som sistência, os luthiers o deixam mais grosso
de placas de rua. também abre e cresce, mas pra ticamente que o abeto, controlando a estrutura para
Sua cor avermelhada varia bastante, des- já tem seu volume completo desde o iní- conferir a rigidez necessária para equilibrar
de o laranja até o marrom. Vale lembrar que cio da vida do violão. É uma madeira que graves e agudos.
as tonalidades mais escuras são mais fracas e valoriza mais os graves, justamente por sua Muitos violões de grande qualidade são
leves, sem muita consistência. É muito mais leveza e maleabilidade. Não tem agudos tão feitos de cedro, por exemplo, o de Ignacio
leve que os abetos e bem macio à compres- ricos e alguns professores chegam a classi- Fleta. Ele usou nove leques e conferiu uma
são, o que o torna bastante sensível às bati- fi car seu som como anasalado. Fica muito sustentação sonora enorme ao seu violão.
das e arranhões causados pelas unhas. O lu- bom em violões de sete cordas, nos quais Há outros, como os de Daniel Friederich,
thier também deve tomar muito cuidado ao que criou uma estrutura de sete leques uni-
manuseá-lo. Eventuais arranhões se tornarão dos em suas pontas, dando muita rigidez e
escuros com o verniz, já que irão refl etir a consistência, resultando em um violão com
luz de forma diferente, pois, dentro do ar- uma qualidade de som muito rica.
ranhão, a madeira macia se torna muito ás-
pera. O violonista deve ter essa consciência AFINAL, QUAL
antes de sair batendo a unha. É O MELHOR?
Apesar da maciez, o cedro tem muita Não existe uma madeira melhor do que
estabilidade às mudanças climáticas, espe- a outra. Elas carregam em si caracterís ticas
cialmente à variação de umidade do ar, o que se refl etem no som gerado e isso agra-
que o torna apto para violonistas que viajam dará ou não às diferentes preferências dos
bastante. Talvez essa estabilidade esteja liga- músicos. Na verdade, o violonista deve ex-
da à quantidade de lignina impregnada nas perimentar instrumentos com diversos tipos
paredes de suas células, já que sua função é de madeiras e eleger a que mais o agradou.
conferir rigidez, impermeabilidade e resis- Abeto alemão (à esquerda), cedro (acima) e Essa será a melhor madeira para o seu violão,
tência aos microorganismos. abeto engelmann (à direita) gosto não se discute.
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