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Capa
R
omero sempre foi um apaixonado
por jazz. Quando garoto, fi cava
horas tirando solos de guitarristas
americanos, principalmente de Wes Mon-
tgomery, seu grande ídolo. Seu início na
música, porém, não foi pelo violão. “Meu
primeiro instrumento foi o piano, porque
minha mãe era pianista clássica. Comecei a
tocá-lo com 8 anos de idade, mas não foi
uma coisa em que eu me joguei, entende?
Aos 10 anos parei com o piano. Só aos 13
é que fui pegar o violão, por infl uência do
meu tio Magalha, que também tocava”, lem-
bra Romero. Até se mudar para Nova York,
em 1985, muita coisa aconteceu. Romero
aperfeiçoou sua técnica estudando violão
clássico, formou-se em Engenharia Mecâni-
ca pela PUC-Rio, casou-se com sua primeira
mulher e tocou com vários grupos na noite
carioca. A mistura de infl uências é a grande
marca do seu estilo de tocar, uma química
sonora que une a suavidade da bossa, o ba-
lanço do samba, a harmonia dos acordes mi-
neiros, a energia do rock e a espontaneidade
do jazz. Já deve ter dado para sacar por que
ele é tão admirado por jazzistas americanos
quanto por amantes do violão brasileiro, não
é? A Violão PRO esteve com Romero duran-
te sua passagem por São Paulo, no início de
junho, oportunidade em que fez uma série
de shows com a cantora Luciana Souza.
Confi ra a seguir a entrevista exclusiva em
que o violonista fala de sua carreira, de seus
projetos e do seu estilo único de tocar.
Violão PRO - Você começou pelo violão
clássico? tuto Villa-Lobos, que agora se chama Es- posição mais certa”. Eu pensava que era
Romero Lubambo - Não, fui para o violão cola de Música Villa-lobos, no Rio de Ja- besteira, mas segui o que ele falou. Meca-
bossa nova. Violão clássico eu comecei a tocar neiro. Estudei com o professor Nilton Ro- nicamente tem a ver. Se você faz o que é
com 17 anos. Minha mãe tinha muitos discos drigues, meu único professor até hoje. Eu mais confortável para suas mãos e para o
de jazz e eu gostava de tudo aquilo. Adorava o não tinha violão. Meu primeiro violão foi seu corpo, vai funcionar melhor em ter-
Wes Montgomery, tudo o que podia tirar dele uma cópia de uma guitarra Fender Strato- mos das notas, do som que vai sair e da
eu tirava. Mas não sabia como fazer e estudava caster! Estudava tudo ali naquela guitarra. velocidade que você pode ter. Ele acertou
sozinho para descobrir como fazer as frases e sa- Depois de três anos é que meu pai me deu minhas mãos, estavam meio tortas.
ber por que aquelas frases davam certo. Aos 17 um violão. Eu misturava o rock n’roll com
anos, minha mãe meio que me forçou a estudar bossa nova, música clássica, tudo. Quando > Você chegou a estudar com o Guerra-Peixe?
música clássica, o que foi uma coisa muito boa. cheguei para estudar violão clássico, o Nil- Não. Disseram isso uma vez. Já falaram tanta
ton me falou: “Olha, nós podemos acertar coisa engraçada. Já falaram que toquei com
> Sua mãe te incentivava bastante? a posição das suas mãos. Você pode apro- o Al di Meola, mas nunca tocamos juntos,
Muito. Meu pai também. Entrei no Insti- veitar mais os movimentos se tiver uma nem na passagem de som.
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