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JUÁ!
O que eles tocam
G
rande fi gura do violão mineiro, Juarez ta”, afi rma. Entre os destaques de Juá estão o
Moreira vem mostrando um grande fô- baião Trópicos, que abre o CD, Castelo, com
lego fonográfi co. Desde 2001, o músico vem direito a um ótimo interlúdio, Wes, em ho-
lançando um CD a cada dois anos. Primeiro menagem a Wes Montgomery, e a já clássica
foi Quadros Modernos, com Toninho Horta e Baião Barroco, em arranjo surpreendente com
Chiquito Braga, depois Juarez Moreira Solo, a participação do Quarteto de Cordas da Ci-
Samblues e agora Juá, seu oitavo álbum. “Foi dade de São Paulo. Juarez esteve acompanha-
difícil escolher o repertório porque tenho do de grandes músicos, como Wagner Tiso,
muitas composições. Para mim, um CD tem Nivaldo Ornelas, André Dequech e Paulo
de ter variedade de ritmos e melodias”, disse Sérgio Santos, além do baixista Kiko Mitre
ele. Transitando por ritmos brasileiros, pelo e do baterista Neném, que formam seu
jazz e o pop, o músico revezou-se entre o trio. “Toco com o Neném e o Kiko há
violão e a guitarra, tirando ótimos timbres, mais de dez anos. Descobrimos uma
Gal Oppido
sempre sem palheta. “Minha escola é a levada nossa”, disse ele. Recomendado
do Tárrega, não uso palhe- sem restrições!
U
m dos grandes nomes do sete-cordas
em São Paulo, Edmilson Capelupi
é exigente com seus instrumentos. “Uso
um sete-cordas Suguiyama de 1996 com
cordas de náilon para trabalhos diversos.
Seu tampo é de pinho canadense e ele
Juarez Moreira: CD autoral
tem uma sonoridade versátil, boa tanto
recheado de convidados
para solar quanto para acompanhar. Uso
também um Do Souto 1983 com cordas
de aço e tampo de pinho sueco. Esse eu
toco com dedeira, é aquele som tradi-
cional de sete-cordas. Para tocar ao vivo,
uso em ambos captação RMC”, revelou
o músico à Violão PRO.
Márcio Rodrigues
De leitor para leitor
Para você, qual é a melhor postura para segurar o violão?
Acho que a melhor para elevar um pouco o violão. Evito, porém,
postura é aquela em o uso de banquinhos. Prefiro um assento mais
que você se sente bem. baixo, com apoio para as costas, que permita
Pessoalmente, prefiro deixar a sola do pé de apoio totalmente encos-
Divulgação
colocar o violão na per- tada no chão. E também não cruzo a perna
na esquerda. Com esta direita ao estilo Caetano Veloso, prefiro deixá-
postura tenho um me- la mais solta, a exemplo de John Mclaughlin.
V
irtuose do violão, Maurício Mar-
ques está em fase de conclusão de
lhor posicionamento do Essa posição facilita-me o acesso a todas as
seu segundo CD. Enquanto esse traba-
instrumento em relação casas e não cansa meus braços, além de não lho não sai do forno, o músico vem se
ao corpo, o que me proporciona um bene- forçar uma inclinação do tronco à frente. O
apresentando Brasil afora com seu show
fício maior em termos de sonoridade e de- lado negativo dessa pos-
solo e também ao lado do Quarteto Ma-
senvoltura técnica. Porém, quando toco com tura é o risco de a perna
ogani, sempre com seu inseparável violão
o violão apoiado na perna direita, às vezes cruzada ficar 'dormente'.
sinto-me mais solto, musicalmente falando. Para contornar, procuro
de oito cordas. “Uso um violão Eduardo
Alexandre Peccioli - São Paulo / SP mexer um pouco o pé, fa-
Cordeiro. Ele possui tampo em cedro
zendo o sangue circular. com estrutura de carbono e corpo em
Para mim, a melhor é a flamenca moderna, em Carlos Alberto -
jacarandá duplo. Minhas cordas são as
que se cruza a perna direita sobre a esquerda Florianópolis / SC
Savarez Alliance e minha captação é da
Fishman. Estou esperando também um
Participe desta seção. Escreva para contato@violaopro.com.br e responda:
Que tipo de tensão você prefere para as suas cordas?
violão do luthier Lineu Bravo”, disse ele.
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