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VI Um distrito que não pára de crescer
“Não obstante a má vontade, a descrença e a indife- pessoas vivem nesses parcelamentos. A Federação dos Condomí-
rença dos derrotistas, dos que são contra tudo e con- nios garante que são 400 mil habitantes. Já urbanistas estimam algo
tra todos, dos pessimistas que não têm confiança no em torno de 250 mil. A comparação de dados populacionais do Ins-
Brasil, dos que subestimam o interesse nacional ou o tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, entre
condicionam às próprias conveniências, a mudança da 1991 e 2000, as zonas rurais, onde está a maioria dos condomínios,
Capital estava de tal modo arraigada na opinião pública foram as que mais cresceram em número de habitantes. Enquanto
e tão bravamente defendida pelos milhões de brasilei- o DF cresceu a uma taxa anual de 2,8% nesse período, Sobradi-
ros do interior, que Brasília tornou-se uma realidade”. nho aumentou 5,3%; Planaltina, 5,6%; e Paranoá e São Sebastião,
juntas, 8,7%.
Ernesto Silva
A concepção de novos bairros, como por exemplo, Sudoeste e
Águas Claras, também fomentou a Construção Civil no Distrito Fe-
deral. Na opinião de alguns, o ritmo com que Brasília se acostumou
Questão controversa da atualidade, em relação aos investimentos
a viver na época da fundação foi retomado a partir da implementa-
locais, é se o Governo do Distrito Federal deve investir no Entor-
ção de grandes obras erguidas nos últimos anos.
no. Há quem defenda que, “se há melhores condições de vida para
os vizinhos, a pressão sobre o DF diminui; e se a qualidade de vida
dessas cidades melhora, a de quem mora em Brasília também”.
Contabiliza-se que mais de R$ 8 milhões foram aplicados em obras
realizadas em 16 municípios da região. Cuidar para que a região
não se torne um “bolsão de miséria” e se transforme em pólo irra-
diador de riquezas é meta de alguns políticos.
A partir de 1985, a falta de habitação no DF fez com que as cida-
des-satélites existentes ficassem ainda mais inchadas. Moradias de
fundo de quintal, cortiços e invasões contribuíram para a diminui-
ção da qualidade de vida no DF. O governo, então, iniciou um pro-
grama geral de habitação, que previa a criação de novas cidades e
novos setores habitacionais no Plano Piloto e nas cidades-satélites.
A criação e legalização de condomínios habitacionais, a partir do
loteamento de áreas públicas, para abrigar a classe média, foi um
ponto de polêmica nos anos 80 e 90. Com alguns em volta do Plano
Piloto e outros um pouco mais afastados, é difícil compor o mapa
dos condomínios do DF, assim como não é fácil calcular quantas
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