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Nos 46 meses de construção , o presidente JK esteve 225 vezes tro anos é façanha de primeira ordem. O Brasil está fazendo isso.
visitando os canteiros de obras, segundo se conta no livro Por que A inauguração do assombroso Palácio da Alvorada diz que Brasília
Construí Brasília: “como não podia deixar o Rio durante o dia, es- será realmente a Capital do gigante da América Latina em 1960,
perava o fim do expediente para tomar o avião que me levaria ao conforme planejou o presidente Kubitschek. Os norte-americanos
Planalto. Chegava lá às 10 ou 11 horas da noite. Percorria, então, estão contentes com o fato de que o local da nova cidade tenha
as obras até as 3 horas da madrugada quando tomava, de novo, o sido escolhido pelos seus peritos e que o Banco de Exportação e
avião”. Importação haja concedido 10 milhões de dólares para o início dos
trabalhos. Entretanto, o crédito principal é devido ao presidente
No período de 1956 até o final de 1960, praticamente todos os
Juscelino Kubitschek e aos arquitetos brasileiros, que estão cons-
presidentes, reis, ministros de Estado, embaixadores, ditadores e
truindo do nada uma nova e bela Capital”.
democratas que visitaram o Brasil tiveram que ver a poeira verme-
lha. Dessa maneira, diplomaticamente obrigados a fazer escala na Outros importantes veículos do mundo, tais como La Metropole;
Capital em construção, as personalidades estrangeiras chamavam Star & Herald; La Prensa de Barcelona; Neue Zücher Zeitung; Excel-
a atenção da imprensa de seus países. Era mais um apoio de que sior; La Prensa de Buenos Aires; The Japan Times; El Correio Gallego
Juscelino dispunha para enfrentar a campanha do contra. Foi um também noticiaram, cada um a sua maneira, o erguimento de uma
sucesso, pois a imprensa internacional fez extensa cobertura a res- Capital no ermo.
peito da ousadia brasileira.
Interessante foi o comentário do presidente dos Estados Unidos da
Em julho de 1958, deu no New York Times, em editorial: “transferir a América, Dwight Eisenhower, que em sua visita em 23 de fevereiro
Capital de um dos maiores países do mundo, e transferi-la em qua- de 1960, declarou entusiasmado: “esta é a grande e a verdadeira
batalha”, ao apontar para os tratores de Brasília, formados em duas
alas ao longo do Eixo Monumental e acentuou “é a grande batalha
porque é a batalha da paz”.
Passando para o campo educacional. A primeira Escola Parque,
com área de 6 mil m², faz parte do modelo educacional implantado
em Brasília nos anos 60, com o objetivo de desenvolver atividades
socioculturais para complementar o conteúdo didático das esco-
las classe de currículo tradicional. Localizada na entrequadras sul
307/308, a Escola Parque pioneira teve sua construção iniciada e
concluída em 1959.
Entretanto, a rapidez com que as aglomerações populacionais se
formaram em torno dos locais de trabalho levou a Novacap a criar
escolas de caráter transitório, nos pontos de maior concentração
e, por isso, não ajustadas às normas de construção e de localização
que eram previstas no Plano Piloto da cidade. As realizações pro-
visórias criadas para atender às necessidades iniciais da educação
primária foram: Grupo Escolar Júlia Kubitschek, pioneira, no centro
populacional do acampamento da Novacap (1957); Escola Dr. Er-
nesto Silva, na Construtora Nacional (1958); Escola da Fundação
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