para a residência presidencial, inclusive aquecedor elétrico e ge-
ladeira, na qual se produz gelo em Brasília pela primeira vez”
(25.10.1956).
O “Palácio de Tábuas”, idealizado e custeado pelos amigos de
JK citados acima, é uma edificação que reproduziu, em madeira,
os traços mais marcantes da arquitetura moderna carioca, com
pilotis no térreo, circulação aberta no primeiro andar e telhado
de uma água. Foi tombado em 1959, com registro no Instituto
Histórico e Artístico Nacional.
No início do erguimento de Brasília, também foram necessárias
outras duas providências essenciais: construir um núcleo admi-
nistrativo – a sede da Novacap – e um núcleo destinado ao co-
mércio, indústria e serviço. Esse segundo núcleo, provisório com
construções em madeira, deveria durar apenas até a inauguração
da nova Capital; era a “Cidade Livre”.
Para atrair os primeiros negócios, os lotes destinados ao comér-
O trabalho pioneiro despertava a curiosidade. Semanalmente,
cio, indústria e serviços foram arrendados pelo prazo máximo
aviões decolavam do Rio de Janeiro, com caravanas de jornalistas,
de quatro anos e todas as atividades eram isentas de impostos e
estudantes, intelectuais, políticos, estrangeiros etc. Chegavam,
taxas, por isso o nome de Cidade Livre, que mais tarde se fixaria
olhavam a vastidão daquilo que viria a ser a capital. Visitavam os
como cidade-satélite com o nome de Núcleo Bandeirante.
canteiros de obras e enxergavam uma cidade que ainda estava no
imaginário.
O momento inicial do Núcleo Bandeirante se deu quando Jus-
celino Kubitschek esteve pela primeira vez nas terras da futura
O crescimento populacional nos canteiros de obras e o aumento
Capital fazendo um percurso pela área que escolheu para erguer
das necessidades de gêneros e materiais pressionaram e empur-
o núcleo pioneiro. Na época, Bernardo Sayão começou então a
raram o progresso da Cidade Livre, que, antes do final de 57, já
difundir as idéias das obras da Capital em Goiás e Minas, atrain-
havia duplicado sua população e possuía de tudo: bares, quitandas,
do, assim, um maior contingente de empresários e trabalhadores
restaurantes, padaria, pensões, hotéis, bancos, empresas de avia-
para o local. Pouco tempo depois, havia na Cidade Livre um res-
ção, açougues, postos de gasolina, armazéns, alto-falantes, cinema,
taurante, duas padarias, um hotel e um açougue.
fábrica de picolé, zona boêmia, igrejas etc.
Em 10 de novembro de 1956, sob forte chuva, o presidente JK
Na medida em que a necessidade obrigava, também iam surgindo
realiza sua primeira inspeção aos núcleos pioneiros de trabalha-
departamentos na Novacap sendo os primeiros: de Urbanismo
dores. As obras já contavam com 232 operários, batizados de
e Arquitetura; de Viação e Obras; de Compras; de Material; de
candangos, que residiam nos acampamentos dos canteiros de
Pessoal; de Divulgação; Financeiro; de Agricultura; de Saúde. A
obras. Seis meses depois, verificavam-se mais de 100 constru-
Divisão de Segurança da Novacap foi criada, por volta de abril de
ções e mais de mil pessoas. E, quando Brasília foi inaugurada,
1957, com 25 guardas. Mais tarde a Guarda Especial de Brasília
a “cidade provisória” tinha aproximadamente 20 mil habitantes,
(GEB) ficaria famosa por suas ações truculentas e repressoras em
entre pessoal fixo e flutuante.
relação aos trabalhadores da Construção Civil.
35
Page 1 |
Page 2 |
Page 3 |
Page 4 |
Page 5 |
Page 6 |
Page 7 |
Page 8 |
Page 9 |
Page 10 |
Page 11 |
Page 12 |
Page 13 |
Page 14 |
Page 15 |
Page 16 |
Page 17 |
Page 18 |
Page 19 |
Page 20 |
Page 21 |
Page 22 |
Page 23 |
Page 24 |
Page 25 |
Page 26 |
Page 27 |
Page 28 |
Page 29 |
Page 30 |
Page 31 |
Page 32 |
Page 33 |
Page 34 |
Page 35 |
Page 36 |
Page 37 |
Page 38 |
Page 39 |
Page 40 |
Page 41 |
Page 42 |
Page 43 |
Page 44 |
Page 45 |
Page 46 |
Page 47 |
Page 48 |
Page 49 |
Page 50 |
Page 51 |
Page 52 |
Page 53 |
Page 54 |
Page 55 |
Page 56 |
Page 57 |
Page 58 |
Page 59 |
Page 60 |
Page 61 |
Page 62 |
Page 63 |
Page 64 |
Page 65 |
Page 66 |
Page 67 |
Page 68 |
Page 69 |
Page 70 |
Page 71 |
Page 72 |
Page 73 |
Page 74 |
Page 75 |
Page 76 |
Page 77 |
Page 78 |
Page 79 |
Page 80 |
Page 81 |
Page 82 |
Page 83 |
Page 84 |
Page 85 |
Page 86 |
Page 87 |
Page 88 |
Page 89 |
Page 90 |
Page 91 |
Page 92 |
Page 93 |
Page 94 |
Page 95 |
Page 96 |
Page 97 |
Page 98 |
Page 99 |
Page 100 |
Page 101 |
Page 102 |
Page 103 |
Page 104 |
Page 105 |
Page 106 |
Page 107 |
Page 108 |
Page 109 |
Page 110 |
Page 111 |
Page 112 |
Page 113 |
Page 114 |
Page 115 |
Page 116 |
Page 117 |
Page 118 |
Page 119 |
Page 120 |
Page 121 |
Page 122 |
Page 123 |
Page 124 |
Page 125 |
Page 126 |
Page 127 |
Page 128 |
Page 129 |
Page 130 |
Page 131 |
Page 132 |
Page 133 |
Page 134 |
Page 135 |
Page 136 |
Page 137 |
Page 138 |
Page 139 |
Page 140 |
Page 141 |
Page 142 |
Page 143 |
Page 144 |
Page 145 |
Page 146 |
Page 147 |
Page 148 |
Page 149 |
Page 150 |
Page 151 |
Page 152 |
Page 153 |
Page 154 |
Page 155 |
Page 156 |
Page 157 |
Page 158 |
Page 159 |
Page 160 |
Page 161 |
Page 162 |
Page 163 |
Page 164 |
Page 165 |
Page 166 |
Page 167 |
Page 168