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são animadores, a tal ponto que a velha idéia do
“caro diário” foi revalorizada.

“O objetivo é ajudar o paciente a compreender
melhor as questões que o inquietam, aproximar-se
dos sintomas e da dor psíquica de forma protegida,
traduzindo emoções em palavras”, diz o professor de
psicossomática Luigi Solano, da Universidade La
Sapienza.

Por que funciona?
Embora alguns psicanalistas ressaltem a importância
da codificação verbal de conteúdos armazenados em
forma não-verbal, outros reconhecem a mudança
que a escrita é capaz de provocar na percepção
de si.

Algo similar àquilo que Sigmund Freud imputava ao
papel do diário. A “voz do ausente”, expressão
usada pelo fundador da psicanálise para
designar a escrita, pode facilitar a elaboração
de perdas e a aceitação do luto e da separação
– o que abre caminho para reparações
psíquicas.

Mas, afinal, como o registro das experiências
no papel pode causar tantos benefícios?
“É muito difícil encontrar uma única explicação para
um fenômeno tão complexo”, reconhece Solano.

“O fato é que ao longo da vida todos passamos por
eventos mais ou menos traumáticos e, mesmo que
estejamos bem e não apresentemos transtornos
significativos, é provável que haja um elemento
estranho em nossa mente que pode impedir o
desenvolvimento

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