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Palavra, com o slogan “escrever é dialogar com a
nossa própria mente”.

Lá estavam registrados os pensamentos de dois
autores. Um deles é o Carlos Drummond de
Andrade com a reflexão: “comecei a escrever
para cuidar das necessidades da alma, como
uma psicoterapia sem divã”.

O outro é o psicanalista Ruy Fernando Barbosa
que revela “o fato é que conheço de perto as
vantagens terapêuticas do ato de escrever.
Sobretudo quando escrevemos para nós mesmos.
Você está deprimido, confuso. E escreve: 'Estou
confuso'. Ótimo. Tomou consciência da confusão. Até
esse momento, você apenas sofria a confusão, mas
ainda não a tinha definido. Ao escrever sobre
sentimentos nós os pensamos, ficamos mais em
contato com eles. Podemos aceitá-los. Percebê-
los melhor, eventualmente associá-los a suas
causas, os significados interiores de que eles
resultam. Elaborá-los. Às vezes eles se diluem,
dando espaço a sentimentos mais profundos, que os
primeiros apenas disfarçavam. Uma tristeza inicial dá
lugar a uma raiva – ou, surpreendentemente, a uma
alegria."

Por outro lado, há o leitor. Trago aqui o resumo do
artigo A Leitura como função terapêutica:
biblioterapia, de Clarice Fortkamp Caldin. “A
biblioterapia clássica admite a possibilidade de
terapia por meio da leitura de textos literários.
Contempla a leitura de histórias e os comentários
adicionais a ela. Propõe práticas de leitura que
proporcionem a interpretação do texto. O
fundamento filosófico essencial da

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